Volta para página inicial
English

Bem vindo ao Litoral Norte de São Paulo
Caraguatatuba Ilhabela São Sebastião Ubatuba




Bem Vindo | Culinária | História | Lendas | Náutica | Peixes | Piratas | Rio-Santos | Vias de Acessos

Apresentação Culinária: Sabor do Mar Eventos
Litoral Norte:
Bem Vindo
Carta Imagem
Carta Náutica
Culinária
Guestbook
História
Lendas
Náutica
Noticias
Peixes & Cia
Piratas
Rio-Santos
Screen Saver
Vias de Acesso
Wallpaper


As Cidades:
Caraguatatuba
Ilhabela
S.Sebastião
Ubatuba

 

Clique Aqui para acessar as Receitas da Culinária Caiçara

Definir o melhor lugar para se comer, fora de casa, depende muito do espírito de quem sai. Matar a fome depois da praia, sem a canseira do fogão e da louça suja, pede um local descontraído, arejado, onde se vai até sem camisa. Levar a família, à noite, para um passeio arrumadinho, quase exige aquela pizza. Se a idéia é um programa a dois, encontra-se um local discreto, aconchegante, escondido numa praia ou rua transversal. Quem prefere um hambúrguer, ou petiscos para acompanhar a cerveja, fica com quiosques, bares e lanchonetes. Para todos os casos, há boas opções no Litoral Norte. Confira em cada cidade.
Dentro de casa, ou fora dela, uma série de fatores tornam o Litoral Norte privilegiado em matéria de comer bem. Há peixes variados, agricultura quase doméstica a garantir farinha saborosa, imenso rebanho bovino em Caraguatatuba e cidades da serra, como Paraibuna e São Luiz do Paraitinga. Roças de feijão, verduras frescas de chácaras por toda a parte.
Saúde e sabor à vontade.

Hospitalidade Ancestral

Caiçaras e viajantes do Litoral Norte levavam sua própria comida nas longas viagens a pé ou de canoa, quando a região ainda não contava com os espetaculares restaurantes de hoje. Eram recebidos com café, banana e muito carinho.
Todos se conheciam, de Bertioga a Paraty. Nas viagens de canoa, antes das estradas e do turismo, alguém era sempre o filho da dona fulana, o primo do seu sicrano. No mundo pequeno das viagens pelo Litoral Norte antigo, honravam-se os preceitos ancestrais da hospitalidade, transmitidos de geração em geração até desembocar no atendimento cordial da atualidade, profissionalização em hotéis, pousadas e campings.
Como o caiçara preferia não dar muito trabalho, levava comida. Sem geladeira, usava o sal como principal conservante do peixe, item básico da alimentação, ao lado da banana e da farinha de mandioca ou milho. Sua cozinha misturava hábitos portugueses e indígenas, com pouca ou nenhuma influência inicial dos negros. Com o início da plantação de cana, vieram a pinga e os escravos, com suas receitas africanas. Paraty, aliás, virou sinônimo de cachaça.
"Na festa da princesa Isabel, foi o conde d'Eu quem disse: farinha de Suruí, pinga de Paraty, fumo de Baependí, é comê, bebê, pitá e caí", escreveu o poeta Oswaldo de Andrade.

Comida de Branco

Nos tempos do descobrimento, os índios provaram a comida de branco. Não gostaram. Segundo Pero Vaz de Caminha, dois tupis foram levados à nau capitânia, e recebidos pelo próprio Pedro Álvares Cabral. Provaram peixe cozido, confeito, fartéis (um doce delicado, envolvido em capa de massa de trigo), mel e figos secos. Não comeram quase nada. Quando provavam algo, logo cuspiam enojados. Nem o vinho apreciaram.
Em compensação, os portugueses gostaram dos camarões, que já conheciam, mas não tão grandes. Os hábitos mudaram muito, com a integração da região pelas estradas, porém se conservam nas comunidades mais isoladas.
A mudança de costumes eliminou também a tanajura ou içá, iguaria elogiada no tempo dos nossos avós, hoje desprezada. Monteiro Lobato brincava: "O içá torrado é o que no Olimpo grego tinha o nome de ambrosia".
Pratos tradicionais podem ser apreciados nas casas de famílias antigas, e nos bons restaurantes caiçaras. Peixe com banana, no famoso azul-marinho; camarões à paulistinha, caldeiradas e afogados fazem a alegria de todos. Doces de banana, sorvetes sofisticados, não falta variedade na rica culinária do litoral, nem sabores exóticos dos restaurantes internacionais que pontilham as praias e centros.

Cultivo de Marisco

O filão dos moluscos engloba caramujos, ostras, mariscos ou mexilhões, e até lulas e polvos, embora os dois últimos não façam concha. Em Ubatuba, graças ao Instituto de Pesca, recuperou-se o mexilhão, que vive grudado nas pedras. Baseando sua pesquisa nos criadouros espanhóis da Galícia, biólogos desenvolveram uma tecnologia viável. Existem hoje produtores em praias como Pulso, Enseada e Ubatumirim.
A coleta das sementes se faz com estrados colocados na água. O aumento via cultivo recuperou bancos naturais. Hoje já se constata o crescimento das populações, repondo o mexilhão no cardápio local, recuperando a tradição de consumo deste alimento saudável e saboroso.
Nos bons restaurantes, ou em quiosques à beira-mar, o marisco é servido na casca, à vinagrete ou em sopas e massas, sendo sempre uma boa pedida, acompanhado da inevitável cervejinha bem gelada.





Bem Vindo | Culinária | História | Lendas | Náutica | Peixes | Piratas | Rio-Santos | Vias de Acessos

Caraguatatuba Ilhabela São Sebastião Ubatuba
Google
 
Conheça as cidades do Litoral Norte:
Caraguatatuba Ilhabela São Sebastião Ubatuba
Home Litoral Virtual - Home Page
O mais completo site do Litoral Norte Paulista na Internet

info@litoralvirtual.com.br
©1995/2010 Emilio Campi - Studio Maranduba - Direitos Reservados
Proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site sem a expressa autorização do autor

Sites do grupo: Litoral Virtual - Jornal Maranduba - PanoTour - Caraguá - Maranduba - Maré Legal