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Segunda-feira, 19 de março de 2001 - Nº 251 Arquivo
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Principais Manchetes:

Turista coreano fica 4 h pendurado em precipício no litoral
Bairro entre Ubatuba e RJ vive estado de abandono
Camburi está em área de preservação
Outra luta é buscar Área de Quilombo
Dengue faz Sucen isolar Baraqueçaba
Três cidades do Vale têm Aedes Aegypti
Homens armados levam quatro carros e R$ 7.500 em Caraguá
Turista tem casa roubada
XV de Caraguatatuba é goleado por 5 a 1 na B-1


Turista coreano fica 4 h pendurado em precipício no litoral

São Sebastião - Dez bombeiros, uma lancha e um helicóptero da Polícia Militar de São Paulo foram mobilizados, anteontem, em São Sebastião, para resgatar um turista coreano que ficou cerca de quatro horas pendurado em um precipício, a mais de 12 metros de altura, na Ilha dos Gatos.
Segundo Carlos Zanato, sargento do Corpo de Bombeiros, um grupo de turistas estava andando por uma das trilhas da ilha, quando Sun Hen Lee, 71, perdeu o equilíbrio e acabou caindo no precipício.
O turista foi localizado por um bote do Salvamar, equipe de salvamento aquático do Corpo de Bombeiros que não conseguiu resgatá-lo devido às dificuldades de acesso ao local.
Após três horas de tentativas, Lee foi resgatado por um helicóptero da Polícia Militar. "O resgate foi delicado porque a vítima estava em um local muito alto e de difícil acesso. Além disso, o céu estava encoberto por nuvens, o que tornou ainda mais demorada a operação", disse Zanato.
Lee foi levado para o Hospital Municipal de São Sebastião. Segundo o Corpo de Bombeiros, o turista coreano teve traumatismo craniano, quebrou a perna esquerda e fraturou a bacia.
Ontem, ele foi transferido para o Hospital Samaritano, em São Paulo. Segundo funcionários do hospital do litoral, Lee estava consciente quando foi removido. (Fonte: Folha Vale)

Bairro entre Ubatuba e RJ vive estado de abandono
Sem energia elétrica, moradores do bairro Camburi vivem contradição em morar próximos a duas regiões ricas

Ubatuba - Com 120 famílias - cerca de 400 moradores - o bairro Camburi, um dos últimos redutos caiçaras do Litoral Norte, vive uma situação de abandono e miséria. O Camburi é o último bairro da divisa de Ubatuba com o município de Paraty, no Estado do Rio de Janeiro.
Sem infra-estrutura básica, como energia elétrica, os moradores não conseguem viver da pesca comercial. A lavoura também está praticamente inviabilizada, já que boa parte dos terrenos agricultáveis está em área de proteção ambiental.
O presidente da Associação dos Moradores do Bairro Camburi, José Firmino Soares, conhecido como Zé Cobra, afirmou que, no mês passado, os pescadores jogaram fora 60 quilos de lulas e peixes porque não há local para armazenar o produto.
"Nós sentimos a falta da energia elétrica e isso está trazendo outros problemas para a comunidade porque os mais jovens não têm o que fazer quando escurece e acabam se entregando às drogas ou bebidas", afirmou.
ACESSO - Para Soares, se a estrada de acesso ao bairro fosse recuperada - um trecho de três quilômetros, saindo da rodovia Rio-Santos (BR-101) - a comunidade seria beneficiada. A vicinal não é pavimentada e, quando chove, fica instransitável. Mesmo sem chuva, há dificuldade para o tráfego.
A dona-de-casa Regina Madalena de Oliveira, 35 anos, corre o risco de ter agravada uma doença na perna direita devido à dificuldade de acesso. Ela está com erisipela na perna e só vai ao médico quando consegue um carro dos órgãos de saúde para ir buscá-la.
Prefeitura e entidades não-governamentais estão se unindo em busca de alternativas para amenizar o problema da comunidade (leia texto nesta página).
ESCOLA - A falta de escola é outro problema que afeta a comunidade. Nem as crianças estão satisfeitas com o esquema atual e pedem mudanças ao prefeito Paulo Ramos (PFL). Alunas da 4ª série do ensino básico pedem salas únicas e o fim das séries mistas.
O pescador aposentado Antônio Marinho da Silva Filho, 79 anos, se levanta, diariamente, às 5h para poder levar o filho Jonas Dias de Carvalho Filho, 6 anos, para a escola.
A dificuldade do pescador é que ele tem de percorrer os três quilômetros de estrada e esperar o garoto sair da aula para retomar o caminho. "Eu não aguento mais isso."
Outra moradora do bairro, Vanderléia Soares dos Santos, 21 anos, abandonou o supletivo no primeiro dia porque o ônibus deixa os alunos na pista da rodovia Rio-Santos (BR-101). "Nós tivemos que caminhar no escuro pela vicinal. Nesse dia cheguei em casa às 2h." (Fonte: ValeParaibano)

Camburi está em área de preservação

Ubatuba - Arcina Inácio Sozinha tem mais de 85 anos. Não consegue mais lembrar a idade certa. No seu rosto, percebe-se os sinais dos anos sofridos com o isolamento e a demora das autoridades públicas para resolver um problema simples.
Sozinha, Arcina é uma das mais antigas moradores da comunidade e teme que sua vida termine em alguma catástrofe, uma vez que a sua casa, onde mora há mais de 30 anos, está escorada com toras de madeira.
Somente agora ela conseguiu autorização da direção do Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Picinguaba, para fazer um novo cômodo. "Só fico de dia aqui porque tenho medo de que tudo caia sobre mim."
Esse é um dos problemas que a comunidade do Camburi enfrenta devido ao bairro ter sido declarado área de preservação ambiental e fazer parte do parque.
Para os moradores, a energia elétrica seria um fator essencial para a manutenção da comunidade. O engenheiro agrônomo da prefeitura, Marcelo Augusto Barbosa Figueiredo Alves, disse que existe possibilidade de sair ainda este ano o programa de eletrificação rural para a costa norte de Ubatuba.
Um projeto inicial foi apresentado ao DPRN (Departamento de Proteção aos Recursos Naturais) e foi determinado que a prefeitura fizesse um levantamento mais preciso do tamanho da área de mata que será podada para a instalação das linhas de transmissão.
O diretor do Parque Estadual, Luiz Roberto de Oliveira, disse que se o DPRN liberar a instalação não há motivo para não autorizar a chegada da luz elétrica na comunidade.
Com relação à estrada de acesso, ele vê com receio uma pavimentação integral porque poderá gerar mais problemas de especulação imobiliária e invasão na região.
PROJETO TAMAR - A iniciativa de entidades como o Projeto Tamar (Tartarugas Marinhas) também pode contribuir para ajudar a comunidade. O bairro deve ganhar até o meio do ano uma unidade de beneficiamento de pescados para a fabricação de hambúrguer de peixe.
A instalação está sendo feita por meio de uma parceria com a prefeitura, que entra com o terreno, o Instituto Florestal, com a casa pré-fabricada, o Grupo Pão de Açúcar, com os equipamentos para armazenar os produtos, e a Secretaria de Estado de Energia, com as placas solares.
O biólogo do Tamar Bruno Giffoni disse que essa unidade vai gerar emprego para os moradores e eles vão trabalhar com um produto que, na maioria das vezes, é descartado por falta de valor no mercado. (Fonte: ValeParaibano)

Outra luta é buscar Área de Quilombo

Ubatuba - Além de brigar para tentar resolver os problemas sociais do Camburi, um grupo de moradores luta para que o bairro seja declarado Área de Quilombo.
O líder comunitário Genésio dos Santos, 74 anos, é um dos mais atuantes na busca da nova denominação para a área. Segundo ele, cerca de 20 famílias são descendentes de escravos e sofrem com as restrições para se manusear a área.
O vereador Domingos dos Santos (PT), que desenvolve um trabalho com o grupo, disse que até o próximo mês antropólogos do Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo) devem chegar à região para fazer um levantamento das terras.
O pedido envolve toda a área do Camburi, desde a divisa com Paraty (RJ) até a praia da Fazenda (Ubatuba), mas encontra resistência entre a comunidade. O presidente da Associação dos Moradores, José Firmino Soares, acha que apenas a área onde moram os descendentes devem ser declaradas como Área de Quilombo.
O diretor do Núcleo Picinguaba, Luiz Roberto de Oliveira, disse acreditar que se o Camburi for declarado Área de Quilombo os problemas relacionados com o meio ambiente serão menores. (Fonte: ValeParaibano)

Dengue faz Sucen isolar Baraqueçaba
Isolamento de bairro de São Sebastião foi motivado por caso autóctone

São Sebastião - A Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) isolou uma área do bairro Baraqueçaba, em São Sebastião, próximo do local onde foi registrado um caso de dengue autóctone -- quando a pessoa contrai a doença no próprio município.
A medida foi adotada para evitar a procriação na cidade do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue. A Sucen e a Dir (Direção Regional de Saúde), alegam que o mesmo procedimento é adotado nos casos de dengue importada -- quando a pessoa contrai o vírus em outra cidade.
Segundo o diretor da Sucen, Briner Castelli Azevedo, o bloqueio realizado nas áreas consideradas de risco para o aparecimento de mosquito contaminado com o vírus é um dos motivos que fizeram com que o Vale do Paraíba e Litoral Norte tenham demorado a apresentar um caso de dengue autóctone.
"O primeiro caso de dengue autóctone foi registrado em fevereiro. Até então, nunca tinha ocorrido um caso desse tipo na região apesar de haver o mosquito há algum tempo", disse.
Quando é identificado um caso de dengue, é realizada uma campanha de casa em casa para eliminar os possíveis focos de procriação do mosquito, locais onde ocorre acúmulo de água limpa, principalmente de chuvas.
"Verificamos todas as casas em uma área de 500 metros onde foi identificado o caso para retiramos os objetos onde pode acumular água. Além disso, orientamos a população sobre o risco de procriar o mosquito e em alguns casos, aplicamos inseticida no local", afirmou.
De acordo com o diretor substituto da Dir, Antônio Celso Escada, apesar da de São Sebastião ter apresentado um caso de dengue autóctone, a situação não é alarmante.
"Não é necessário que seja verificado quais pessoas entram e saem de São Sebastião porque o risco de contaminação é muito pequeno. Além disso, há muito tempo o mosquito está instalado na cidade e não foi registrado outro caso", disse.
Segundo Escada, no verão é intensificada a ação para eliminar os focos do mosquito. " A temperatura elevada e a ocorrência de chuvas é um ambiente mais propício para o mosquito", afirmou. (Fonte: ValeParaibano)

Três cidades do Vale têm Aedes Aegypti

São Sebastião - Três cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte --Potim, Caçapava e São Sebastião-- têm focos do Aedes Aegypti (mosquito da dengue). O caso mais grave é em São Sebastião, onde o mosquito migrou da região central para os bairros periféricos da cidade.
Este ano foram confirmados nove casos da doença na região, número superior ao registrado durante todo ao ano de 2000, quando foram registrados seis casos.
Este ano, de acordo com a Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) de Taubaté dos casos registrados na região, um foi autoctone e oito importados. Quatro casos ocorreram em São José dos Campos, 1 em São Sebastião, Cachoeira Paulista e Pindamonhangaba.
Segundo o diretor da Sucen, Briner Castelli Azevedo, quando o Aedes Aegypti já está instalado na cidade o objetivo é reduzir o número de mosquitos e evitar que ele se espalhe para outras áreas.
"Fazemos um trabalho de durante todo o ano para tentar eliminar o mosquito, mas como isso é muito difícil de ocorrer temos que controlar para que não haja epidemia", disse. (Fonte: ValeParaibano)

Homens armados levam quatro carros e R$ 7.500 em Caraguá

Caraguatatuba - Seis homens armados com revólveres e pistolas assaltaram, às 21h20 de anteontem, uma loja de equipamentos para bilhar na avenida José Herculano, no Jardim Tarumã, em Caraguatatuba, no litoral norte.
Dois assaltantes entraram na loja e renderam o comerciante José Antônio Pereira Reis, 37, dono do estabelecimento. Sete clientes estavam no local no momento do assalto.
Os assaltantes levaram quatro carros - um Palio, um Tempra, um Golf e uma camionete F-250-, quatro aparelhos de telefone celular, R$ 7.500 em dinheiro e cheques, oito relógios, dois aparelhos de som e os cartões de crédito de dois clientes.
Segundo depoimento prestado à Polícia Civil de Caraguatatuba, cada um dos assaltantes estava armado com um revólver e uma pistola.
A Polícia Militar da cidade informou que não tem pista dos autores do assalto e que ninguém ficou ferido durante a ação. (Fonte: Folha Vale)

Turista tem casa roubada

Ubatuba - Dois homens armados com revólver e pistola invadiram, às 23h45 de anteontem, a casa do turista E.M.A., no bairro Ubatumirim, em Ubatuba. Os dois homens amarraram E.M.A. na sala e trancaram outras três pessoas da família em um dos quartos da casa. Na ação, que durou cerca de 20 minutos, os assaltantes levaram um carro, uma televisão, um toca-fitas, uma filmadora, um aparelho de telefone celular, uma serra elétrica e R$ 200. (Fonte: Folha Vale)

XV de Caraguatatuba é goleado por 5 a 1 na B-1

Caraguatatuba - O XV de Caraguatatuba foi goleado ontem por 5 a 1 pelo Barretos, fora de casa, e continua na zona de rebaixamento, em penúltimo lugar na Série B-1 do Campeonato Paulista.
Com apenas dois pontos em cinco jogos, o time do litoral norte está à frente apenas da Ferroviária de Araraquara, que não tem nenhum ponto na competição. Os dois últimos colocados caem para a Série B-2.
Ontem, o XV, que terminou a partida com apenas nove jogadores, já que dois atletas foram expulsos, saiu na frente na partida ao marcar, aos 5min do primeiro tempo, com Nonô.
O Barretos, que foi para a vice-liderança do torneio com a vitória de ontem, somando 12 pontos, chegou ao empate aos 44min do primeiro tempo com Rodrigo.
No segundo tempo, o Barretos virou a partida logo aos 7min, com um gol de Dodô, cobrando pênalti. Rodrigo, aos 21min, Vaguinho, aos 38min, e Fabrício, aos 42min, fecharam a goleada para o time da casa.
O Palmeiras-B, que ontem goleou a Ferroviária por 4 a 0, segue na liderança da competição, com 13 pontos. (Fonte: Folha Vale)


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