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Quarta-feira, 26 de dezembro de 2001 - Nº 444 Edições Anteriores
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Principais Manchetes:

Estudo comprova: praia poluída causa doença
Engenho, modelo de recuperação ambiental
Rodovias do Vale terão balanças móveis
Excesso de peso é vilão das estradas
Litoral Norte fecha cerco contra ambulante
Hospedagem: Litoral tem acréscimo de 30% de vagas
Reveillon 2001 - 2002 em Caraguá
Verão agrava problema de tratamento do lixo
São Sebastião cria aterro com tecnologia alemã
900 guarda-vidas estarão no litoral
Carta do Leitor



Estudo comprova: praia poluída causa doença

Cetesb mostra que crianças de até 7 anos são mais suscetíveis à contaminação

Litoral Norte - A Companhia de Tecnologia em Saneamento Ambiental de São Paulo (Cetesb) acaba de concluir estudo inédito no País comprovando a relação entre praia contaminada e saúde pública. "O objetivo do trabalho é fazer com que as pessoas respeitem a sinalização de balneabilidade das praias e evitar que fiquem doentes", diz a bióloga Cláudia Lamparelli, gerente do setor de Águas Litorâneas da Cetesb.
Para o estudo, foram entrevistadas 24 mil pessoas, durante cinco fins de semanas em cinco praias de São Paulo entre janeiro e fevereiro de 1999. As entrevistas foram feitas por 65 estagiários, com pessoas que passaram em média quatro horas na praia.
Uma semana depois, telefonava-se aos entrevistados para saber de sintomas como febre, diarréia e vômitos. "Ficamos com um universo final de 17 mil pessoas. Só mantivemos as entrevistas nas quais tivemos certeza de que os sintomas foram pelo banho de mar, eliminando casos duvidosos."
O resultado: as pessoas que freqüentaram as praias de pior qualidade ficaram mais doentes; nas praias contaminadas, crianças com menos de 7 anos apresentaram muito mais sintomas do que adultos; quem entrou na água ficou mais doente do que quem não entrou; quem teve maior grau de exposição (mergulhou, engoliu água) teve índices muito maiores de sintomas do que os menos expostos.
"Não conseguimos chegar a um padrão que determine exatamente o limite de balneabilidade, mas a correlação entre doenças, como gastroenterite, e qualidade da água ficou clara", diz Cláudia. Segundo ela, são poucos os estudos semelhantes no mundo. "Reunimos 22, a maior parte na Inglaterra e Estados Unidos."
Como mostra esta quarta reportagem da série sobre o litoral, além de gastroenterite, hepatite A, febre tifóide ou cólera, a exposição à areia e água contaminadas pode trazer problemas dermatológicos. "O sol é um fator depressor da imunidade, facilitando a aquisição de doenças banais, como herpes actinico, impetigo estafilocócico e até micoses", diz o dermatologista João Pupo Neto.
Pupo alerta para o risco da larva migrante, que surge do contato da pele com fezes de cães e gatos, a miiase, resultado da inoculação de larvas de mosca varejeira na água suja ou restos de alimento e até uso de produtos químicos.
"Freqüentemente, as pessoas voltam da praia com erupções alérgicas, causadas por insetos ou cosméticos e protetores usados com fim preventivo."
Orientação - Os resultados do trabalho da Cetesb foram apresentados às prefeituras do litoral, em reunião realizada em Santos no início do mês. "Verificamos que a maioria está consciente do problema e sabe que não adianta tapar o sol com a peneira e retirar ou ignorar as bandeiras vermelhas."
Segundo a bióloga Cláudia, as informações deverão ser divulgadas aos banhistas pela campanha Verão Limpo, com folhetos elaborados em conjunto pela Secretaria do Meio Ambiente e prefeituras do litoral. (Fonte: Estado)

Engenho, modelo de recuperação ambiental
Freqüentadores de reduto do litoral norte mudam estrutura para evitar poluição

São Sebastião - Com apenas de 500 metros de extensão, a Praia do Engenho, em São Sebastião, tem cinco condomínios, um hotel e menos de dez outras casas, todos empenhados em preservar esse pequeno e quase exclusivo paraíso. Por isso, quando há dois anos a Cetesb substituiu a eterna bandeira verde pela vermelha, indicando problemas na balneabilidade da praia, os freqüentadores entraram em choque. "Foi tão inesperado, que imediatamente juntamos todos os moradores para buscar uma solução. Contratamos uma empresa especializada em saneamento, a Ecofercans, através da Sociedade Amigos da Praia do Engenho (Sape), para fazer um diagnóstico", conta a subsíndica do condomínio Vilarejo do Engenho, Ewa Brandel.
O trabalho, acompanhado pela Cetesb, incluiu a inspeção dos sistemas de tratamento de efluentes dos condomínios e das ligações de esgoto de todas as casas. "Foram detectados problemas diferentes, com gravidade maior ou menor.
Um dos condomínios, por exemplo, jogava águas pluviais com o esgoto e foi orientado a corrigir isso. Outros fizeram alterações na dosagem de cloro ou algumas obras com orientação da Cetesb", diz Ewa.
Todos colaboraram e logo a bandeira verde voltou. "Como fizemos tudo em conjunto, não ficou caro para ninguém." Para Ewa, apesar do susto, o processo foi produtivo. "Como a tecnologia evolui, fazer uma revisão no sistema de um condomínio como o nosso, que já tem dez anos, foi até oportuno. Agora, contratamos a mesma empresa para nova vistoria e instalamos um novo clorador."  (Fonte: Estado)

Rodovias do Vale terão balanças móveis
Tamoios terá dois postos de pesagem; Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas aplaude a medida

Litoral Norte - Os caminhoneiros que costumam trafegar com excesso de peso nos veículos devem ficar mais atentos. A partir de janeiro, o DER (Departamento de Estradas de Rodagens) vai instalar balanças móveis em mais cinco rodovias da região.
Os postos de apoio estão em plena construção e o primeiro a ser inaugurado deve ser da rodovia dos Tamoios (SP-99), que liga São José dos Campos a Caraguatatuba, no Litoral Norte.
Segundo o engenheiro do DER, Jorge Jobran, nesta rodovia serão instalados dois postos, sendo um no quilômetro 23, em Jambeiro, e outro no quilômetro 67, em Paraibuna.
Essas balanças objetivam impedir que caminhões com carga acima do peso trafeguem pelas rodovias. Além de danificar o asfalto, esses veículos são responsáveis por graves acidentes.
Ainda de acordo com Jobran, em janeiro também devem entrar em funcionamento as balanças das rodovias vereador Júlio da Silva (SP-42), no quilômetro 168, em São Bento do Sapucaí, e Dr. Avelino Júnior (SP-52), no quilômetro 203, em Cruzeiro divisa com Minas Gerais.
Na Oswaldo Cruz (SP-125), que liga Taubaté a Ubatuba, a balança será implantada no quilômetro 56 e começa a operar em fevereiro, assim como o posto da rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123), que liga Taubaté a Campos do Jordão, que irá funcionar no quilômetro 25,5.
O DER está investindo cerca de R$ 700 mil para a implantação das balanças móveis e construção dos postos. De acordo com Jobran, serão realizadas fiscalização de rotina e de surpresas nas estradas.
APOIO - Para o presidente do Sindivapa (Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Vale do Paraíba e Litoral Norte), Blaird Cardoso, essa foi a melhor notícia dada pelo DER. "Há anos que a entidade está lutando para que isso fosse feito."
Cardoso confirma que há caminhoneiros que andam com até o dobro da capacidade total de carga para compensar o frete. " O valor está defasado e muitos tentam compensar a tonelada pelo quilômetro percorrido."
O sindicalista alerta para os riscos. Além dos acidentes, o excesso pode refletir em despesas com o veículo. Como exemplo ele cita um caminhão projetado para carregar um determinado peso e que faz até três quilômetros com um litro de óleo diesel. "Por causa do abuso, esse mesmo veículo chega a fazer só 1,8 quilômetro por litro."
PENALIDADE - O comandante da Polícia Rodoviária no Litoral Norte, tenente Lourival da Silva Júnior, disse que quem estiver com o peso acima do limite pode ter ser veículo retido até que seja feito o transbordo excedente.
O artigo 231, parágrafo 5, do Código Brasileiro de Trânsito, determina ainda a aplicação de multa que varia de cinco (R$ 5,30) a 50 (R$ 53) Ufirs, conforme o excesso. (Fonte: ValeParaibano)

Excesso de peso é vilão das estradas

Litoral Norte - O excesso de peso dos caminhões é um dos principais vilões da precariedade das estradas brasileiras. Segundo o DER, o asfalto das rodovias não é feito para suportar pesos acima dos indicados pelos fabricantes de transportes de carga.
Outro risco provocado por esses veículos é relacionado aos acidentes. Isso porque, com o esforço além do recomendado, o veículo pode apresentar problemas mecânicos e, conseqüentemente, provocar algum acidente.
De acordo com o tenente Lourival da Silva Júnior, da Polícia Rodoviária, a situação pode ser mais crítica em locais íngremes como as estradas para o Litoral Norte ou para a Serra da Mantiqueira. "Os freios são muito usados e, se eles falharem por algum motivo, pode ocorrer uma tragédia."
Os caminhoneiros estão cientes do perigo e alguns confirmam que sempre levam alguma carga a mais para ajudar no orçamento. João Antônio Cunha, 42 anos, sendo 15 nas estradas, transporta carvão para o litoral, mas se houver espaço, também carrega o caminhão com madeira. "Meu limite são 200 peças ou o equivalente ao valor do frete para o carreto."
Para o caminhoneiro Daniel Faria, 32 anos, a implantação de balanças móveis não vai fazer muita diferença porque, como carrega gelo, não costuma exceder no peso. (Fonte: ValeParaibano)

Litoral Norte fecha cerco contra ambulante
Vendedor sem licença pode ser multado e ter mercadoria apreendida; praias mais movimentadas são principal alvo

Litoral Norte - As quatro cidades do Litoral Norte intensificaram as blitze para inibir a ação de ambulantes clandestinos nas praias. A fiscalização será constante nos pontos mais frequentados, como a praia Grande, em Ubatuba, Martin de Sá, em Caraguatatuba, Maresias, em São Sebastião, e Curral, em Ilhabela.
A Prefeitura de Ubatuba adotou o crachá como forma de identificar o ambulante que pagou licença para trabalhar nas praias. "Se não estiver com o documento à vista dos fiscais, o material será apreendido", disse o prefeito Paulo Ramos (PFL).
Segundo ele, há 720 vagas para ambulantes trabalharem nas praias da cidade. Foi dado um prazo para que os interessados regularizassem a situação.
Em São Sebastião, a prefeitura também deverá adotar sistema de verificação mais visível. O secretário da Fazenda, Luiz Leite Santana, disse que a idéia inicial é adotar cores vibrantes para que os fiscais possam identificar de longe os ambulantes.
"Mas para evitar que os irregulares tentem burlar a fiscalização, os vendedores devem manter em mãos a licença emitida pela prefeitura."
A cidade tem cerca de 450 vagas em seus 102 quilômetros de costa.
Santana ressaltou que não é permitida a venda de bebidas alcoólicas e frituras na praia. "Quem for pego também terá a mercadoria apreendida."
POSTO - Um dos lugares preferidos pelos ambulantes, a praia Martin de Sá, vai ganhar uma fiscalização mais intensa durante a temporada de verão.
Para evitar que os clandestinos "sumam" com a presença dos fiscais, foi montado um posto fixo na praça central do bairro, onde as pessoas podem fazer denúncias.
A ambulante Maria de Fátima da Silva, 41 anos, que trabalha na Martin de Sá, disse esperar que a fiscalização seja mais atuante. "Não é justo a gente pagar todas as licenças exigidas para chegar no verão e vir um monte gente vender no nosso espaço."
O chefe da fiscalização do Comércio, Eduardo Machado de Castro, disse que redeiros e vendedores de tênis, camisa e frutas são os que dão mais trabalho. Hoje, há uma preocupação com o vendedores de CDs piratas.
O município tem 300 vagas para ambulantes.
Em Ilhabela, a restrição é maior com a emissão de apenas 50 licenças. O diretor da Divisão de Fiscalização, Ronaldo Alves Sousa, disse que desde agosto não foi liberada mais nenhuma licença. A falta do documento gera multa de R$ 105.
Todas as mercadorias apreendidas ficam em depósitos municipais e, caso não sejam retiradas em prazos estipulados, são doadas para o Fundo de Solidariedade de cada município. (Fonte: ValeParaibano)

Hospedagem: Litoral tem acréscimo de 30% de vagas

Litoral Norte - Um levantamento da Associação dos Hotéis e Pousadas de Caraguatatuba, Sinhores (Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares) e Comtur (Companhia Municipal de Turismo) de Ubatuba constatou crescimento de 30% na hospedagem formal nos municípios desde 2000.
Hoje, as duas cidades têm 20 mil leitos. Até o ano passado, Ubatuba possuía 8.400 leitos, divididos entre hotéis, pousadas e albergue. Atualmente, o sindicato possui 110 meios de hospedagem formal e 12 mil leitos.
Em Caraguá, o bairro Indaiá registrou o maior crescimento hoteleiro desde o ano passado. Segundo a Associação dos Hotéis, foram inauguradas seis pousadas no local.
O Hotel Fazenda Três Poderes foi um dos que investiu na ampliação. Os leitos disponíveis quase duplicaram entre 2000 e 2001, passando de 578 para 950. Até março, a empresa quer ampliar as instalações para 1.200 leitos.
ILEGAIS - Novos meios de hospedagem na região de Maresias, em São Sebastião, estão causando protestos dos proprietários de hotéis.
Segundo dados da Associação de Pousadas e Hotéis de Maresias, a praia concentra 80 estabelecimentos irregulares. A concorrência evoluiu em cerca de 50%, do ano passado para cá. (Fonte: ValeParaibano)

Reveillon 2001 - 2002 em Caraguá
Banda raízes anima revéillon em Caraguá

Caraguatatuba - Caraguá espera receber 500 mil pessoas turistas e visitantes para este final de ano, e para isso já tem uma programação animada, segura e relaxante para quem vai passar o revéillon de 2001 para 2002. Na orla da praia central haverá shows pirotécnicos. Outra atração garantida para a passagem de ano é um grande show musical na Praça de Eventos com a banda Raízes, de São Paulo, que toca todos os ritmos musicais. Antes do show haverá aula de aeróbica no mesmo local.
Um dos grandes atrativos da praia central é a estátua de Iemanjá, o onde o culto a imagem é feito por visitantes de todo o país. A devoção à Iemanjá cresceu muito após a novela Porto dos Milagres, exibida pela Rede Globo no começo do ano. Nas outras praias da cidade, como Indaiá, Martim de Sá e Cocanha, a animação vai ser geral, com shows musicais e queima de fogos por toda parte. Já dá para imaginar a cidade reluzindo em todos os cantos com música animada para todos os gostos. Outro ponto interessante para a passagem de ano é o Morro do Santo Antonio, de onde avista-se toda a orla da cidade. O visual é inesquecível.
Quiosques, lanchonetes, clubes e danceterias já se preparam com programações de shows para que os turistas possam cantar e dançar na orla da praia e em outras regiões.
A idéia este ano é oferecer além de eventos, todo conforto e tranqüilidade às milhares de famílias que estarão presentes durante todo o feriado de réveillon. Já no dia 1º de janeiro de 2002, o projeto “Brincando na Areia”, por exemplo, pretende proporcionar maior conforto para os pais, com o trabalho dos monitores que ficarão brincando e ensinando as crianças nas praias onde o projeto estiver acontecendo. Outra novidade para este verão é a massagem na praia. Para isso a Secretaria Municipal de Turismo está selecionando terapêutas e massagistas que estarão atendendo a turistas e veranistas em nossas principais praias. A aeróbica e o vôlei, que são atrações tradicionais, estarão acontecendo em nossas praias.
Visando melhorar a segurança nas praias da cidade, o prefeito Antonio Carlos da Silva, em reunião com as Polícias Civil e Militar conseguiu aumentar o efetivo para 25 homens que estarão fazendo policiamento intensificado na Martim de Sá, considerada como a praia mais badalada da cidade. Este policiamento acontecerá nos fins-de-semana, das 17h às 7h da manhã, com bicicletas, viaturas e à pé. Fora isso, um reforço especial será deslocado para as demais áreas da cidade, durante a alta temporada de 2002, preservando o bem-estar da população e turistas que escolhem a cidade para curtir férias de Verão. Tudo isso irá garantir um réveillon mais seguro a todos os visitantes. Com relação à limpeza, a prefeitura, através da Secretaria de Serviços Municipais já está fazendo um planejamento de coleta de lixo para a alta temporada de 2002. No setor de coleta, a secretaria disponibilizará 15 veículos com capacidade para 8 toneladas cada, prevendo uma retirada diária de 200 a 250 toneladas de lixo por dia, atendendo a região central e praias. Nos bairros, a coleta será feita alternadamente, e na região Norte, para um melhor atendimento será implantada uma estação de transbordo de lixo no bairro Massaguaçu. (Fonte: PMC)

Verão agrava problema de tratamento do lixo
Aterros sanitários não são adequados e acabam provocando poluição das águas

Litoral Norte - Na alta temporada, só o lixo recolhido no litoral norte seria capaz de erguer por mês uma pilha de 24 metros de altura sobre o gramado do Estádio do Morumbi. No verão, as prefeituras e empresas terceirizadas recolhem na região 963 toneladas por dia de resíduos. É mais de três vezes a média dos outros meses do ano. Um problema que o Estado mostra nesta segunda reportagem da série sobre o litoral.
O verão é brindado pelos turistas que lotam as praias e pelos comerciantes que ganham mais. Mas o crescimento da população nesses municípios agrava o problema do armazenamento e tratamento de lixo. Na última década, a expansão populacional no litoral foi maior que o do restante do Estado.
As soluções para tratar essa montanha de lixo têm sido levá-los para aterros. No litoral norte, não há nenhum aterro sanitário construído de forma adequada. Todos estão se adaptando para evitar os problemas comuns nos antigos lixões: eliminação do chorume - líquido que escorre do lixo nos dias de chuva e contamina solo e águas subterrâneas -, mau cheiro e questionamentos judiciais. Os catadores só foram retirados da maioria deles nos últimos anos.
Centenas de urubus rondam diariamente o aterro de Ilhabela, que não recebe nenhum tratamento. No passado, já se cogitou levar as 15 toneladas diárias para um município vizinho, mas a solução era inviável. Os caminhões teriam de atravessar a balsa para levar os resíduos, causando outro problema. "O atual volume ainda permite um rearranjo do local para transformá-lo num aterro adequado", explica Edward Boehringer, diretor da Secretaria de Meio Ambiente.
Banho - Esse é o mesmo raciocínio do chefe de serviços públicos de Ubatuba, Pedro Paulo Sousa. No município, no bairro Parque dos Ministérios, funciona um aterro controlado. A diferença com um aterro sanitário é que aquele não faz o controle do chorume. Em Ubatuba, o líquido poluidor escoa nos dias de chuva para o Rio Grande, que deságua na Praia de Iperoig. Tanto em um quanto em outro lugar, banhistas se divertem nas suas águas.
A prefeitura de Caraguatatuba trabalha desde 1997 para transformar seu antigo lixão num aterro sanitário e quer criar duas outras áreas, mas esses projetos nunca saíram do papel por terem sido contestados na Justiça. Só no verão, o lixo gerado pelos turistas aumenta de 70 para 150 toneladas por dia. "Durante a temporada, é impossível atingir a limpeza de 100% das ruas e praias. Em 2000, atingimos 70%, mas este ano queremos chegar a 90%", diz Gilberto Santos, diretor do Departamento de Limpeza Urbana.
Uma solução defendida por ambientalistas para a diminuição na coleta e no tratamento de lixo seria a reciclagem. O município de São Sebastião, tido como exemplo da iniciativa, ainda tenta deslanchar o projeto. Iniciado em 1989, ele teve bons e maus momentos e agora tenta recuperar a credibilidade da população. Hoje, das 80 toneladas de lixo diárias, menos de 5 seguem para a cooperativa de coleta seletiva. (Fonte: Estado)

São Sebastião cria aterro com tecnologia alemã

São Sebastião - A poucos metros do asfalto da BR-101, na margem oposta à Praia da Baleia, fica o aterro de São Sebastião. São 40 mil metros quadrados que recebem diariamente 200 toneladas de lixo de 36 praias. Tanta sujeira que em pouco mais de 2 anos o espaço já seria pequeno para os resíduos sólidos dos 62 mil habitantes fixos e 200 mil nas temporadas. Mas o município ganhou um tempo extra. Um novo projeto já triplicou a vida útil do local e promete expansão maior.
Criado em 1985 como lixão, com os resíduos dispostos a céu aberto e catadores disputando o espaço com as máquinas, o local foi motivo de inúmeras brigas com os moradores e veranistas porque exalava mau cheiro e poluía duas praias da região. Nos dias chuvosos, o chorume contaminava o Rio Saí e seguia até o mar. Para muitos, a solução seria remover o aterro de lá.
Iniciado na administração anterior, o projeto de São Sebastião foi mantido no local. Mas inovou na tecnologia de cuidar do lixo. Os primeiros resultados já podem ser vistos por quem - sim, há pessoas que fazem isso - visita o aterro. Os urubus já procuram outras áreas.
A tecnologia é estrangeira. Em parceria com uma agência do governo alemão, a GTZ, São Sebastião importa a técnica da empresa também alemã Faber. No sistema - tratamento mecânico-biológico - caminhões especiais rasgam os sacos de lixo para tornar a sujeira mais homogênea. A matéria é então recoberta com 30 centímetros de cascas de árvores, o que afasta urubus e acelera a degradação. Num aterro convencional, a decomposição leva 20 anos; neste, 9 meses. Depois, o lixo é compactado e levado ao destino final.
"Se você não sente o cheiro e não vê o lixo, então não é um aterro", diz o secretário de Obras e Meio Ambiente, Wander Augusto. "Neste verão, teremos uma prova de fogo. Nossa meta é chegar a 100% de lixo tratado." Este mês, São Sebastião recebeu o Prêmio Quality Brasil por causa do projeto do aterro, que será adotado por Santo André e Blumenau.
"Ninguém quer um lixão perto de casa. O local não é 100% adequado, mas melhorou. Nesta época, o cheiro atingia toda a praia", diz Anderson Poio, de 21 anos, diretor da Sociedade Amigos da Barra do Saí. (Fonte: Estado)

900 guarda-vidas estarão no litoral

Litoral Norte - Neste verão, os bombeiros contarão com 900 guarda-vidas atuando por todo o litoral paulista, que vai da Ilha Comprida até Ubatuba. Desse total, 275 são temporários, com contratos que vigoram até o final do carnaval. "O aumento do efetivo é muito importante na alta temporada, período em que não conseguimos atender o volume de ocorrências", diz o tenente Maurício Machado Cunha.
A Petrobrás é a responsável pelos contratos temporários, custeando salários, uniformes e equipamentos extras. Além disso, a estatal promove um programa de apoio psicológico aos bombeiros afetados por algum resgate frustrado, assim como às famílias de vítimas de afogamentos.
A vendedora Ivani Lima, de 30 anos, é uma beneficiada pelo projeto de salva-vidas temporário. "Como surfista, sempre auxiliei em salvamentos. Além disso, é uma forma de conseguir um reforço na renda de fim de ano", afirma ela, que assumiu o posto no dia 15 e ontem realizou seu primeiro salvamento, o de uma criança de 10 anos.
Os bombeiros contarão ainda com a ajuda de escoteiros, que serão responsáveis pela conscientização dos banhistas. Eles distribuirão folhetos orientando os pontos que devem ser evitados e atitudes que diminuam os riscos de acidentes. Um estudo realizado entre 87 e 99 apontou que o perfil do afogado está é de jovens de 17 a 27 anos que abusam do álccol e da comida.  (Fonte: Estado)

Carta do Leitor

Sugestões - Um dia de domingo, numa fria tarde do mês de maio, parei meu barco na praia da Cigarras. Joguei os ferros e fui andar um pouco. Não havia uma viva alma. É uma praia que eu gosto muito, me traz boas recordações de minha infância e juventude, pois era freqüentada pela minha família nos velhos tempos do HBC ( Hotel Balneário das Cigarras).
Minha esposa levava consigo um pacote de biscoitos. De repente surgiram dois cães... cães de praia... super sem-vergonhas. Pertenciam as famílias de caseiros ou quem sabe... sem dono. Começamos a jogar pequenos pedaços de bolacha para os cães que nos acompanhavam, fazendo muita festa e muito barulho.
Ao final de 10 minutos de caminhada, era de assustar, pois, chamado pelos latidos dos dois primeiros cães, contei a bagatela de 17 cães, de
todos os tamanhos tipos, cheiros, com sarna, sem sarna, com rabo, sem rabo, bem tratado, mal tratado, enfim... era uma matilha e tanto.
Realmente, o depto de Zoonose de qualquer cidade do litoral, terá grandes dificuldades em controlar essas doenças transmitidas pelo
universo canino. Só espero que não criem multas para cães turistas.
Quanto aos amantes do som automotivo, que infernizam as praias, principalmente as mais freqüentadas, realmente carecem de disciplina e
uma multinha vai muito bem, pois, perto deles não se consegue conversar, nem escutar o barulho das ondas.
A música (se é que se pode ser chamado de música) é péssima. Isso já foi matéria de "Litoral Virtual" quando um morador de um edifício, se descontrolou e jogou uma garrafa sobre um carro na praia Martim de Sá, e acabou ferindo uma garota.
Fica aqui a minha sugestão: quanto aos animais, o controle deveria ser feito durante todo o ano, e evitaria atropelos em época de temporada.
Quanto ao som dos automóveis, a prefeitura poderia criar um espaço para campeonatos de som automotivo nos finais de semana, com troféus, e longe dos moradores e das pessoas que procuram um pouco de sossego nas férias.

Josino Bernardes Rodrigues
jbrlogistica@teranet.com.br



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