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Ronaldo Dias

A Realidade e a Matemática

O Litoral Norte é, se sombra de dúvidas, uma das mais bonitas regiões do litoral brasileiro. O encontro das enseadas marinhas com a exuberância da Mata Atlântica forma um conjunto harmônico impar. Um grande quadro em uma maravilhosa moldura. Coisas do Criador.

Grande parte desta exuberância deve-se ao nosso clima com altos índices pluviométricos que, em contrapartida, “prejudica” parcialmente a vocação natural da região para o turismo, afastando investidores de grandes projetos. Por outro lado, as legislações preservacionistas aqui aplicadas (geralmente por quem não vive na região), impedem alternativas econômicas consistentes que possam sustentar as necessidades sociais das crescentes populações fixa e flutuante.

Sair, “com suas próprias pernas” desta areia movediça é uma tarefa hercúlea para qualquer dos municípios que integram a região. Com seus orçamentos baseados apenas na arrecadação do IPTU, estes municípios já mostram falência múltipla de suas infraestruturas quando, por ocasião principalmente do verão e feriados prolongados, quando “recebem” até 10 vezes mais “visitantes” que sua população fixa.

Não há verbas municipais para investimentos necessários e o Estado, irresponsável, é omisso ao problema. A “desculpa” política é que a região não tem representatividade (entenda-se número de votos que sensibilizem). A ocupação dos espaços nobres (limitados) sem infraestrutura proporcional, foi um erro de planejamento irreparável. A economia baseada nos pequenos comércios (de pequeno índice de sobrevida) é praticamente de “subsistência”. Não gera renda para reinvestimentos, muito menos empregos consistentes e de qualidade.

São poucas e temporárias as ofertas de trabalho qualificado e, raríssimas as opções. A falta de alternativas de “emprego” e a pressão da parte da população excluída criaram uma tutela politizada, tal como o voto de “cabresto”, de oferecer licenças para comércio ambulante que se prolifera, também desordenadamente, por todas as “frestas”. Parece mesmo uma maldição?

Assim, infelizmente já podemos identificar em cada detalhe desse nosso Grande Quadro paisagístico, sinais nada agradáveis de degradação urbanística, ambiental e social. Enquanto isso, pela telinha, assistimos a inúmeros apelos comerciais de destinos turísticos (criados pelos governos) de outros estados. O nosso governador, além de não se sensibilizar pelos nossos “atoleiros movediços” deve ser péssimo em matemática. Quantas letras têm então Pindamonhangaba?

Ubatuba, 16/12/2002

Ronaldo Dias

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