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Ronaldo Dias

A Torre de Pizza

Monumento histórico da humanidade, recém restaurada com tecnologia Hight Tec a peso de ouro, justifica sua importância, até mesmo, em segundo plano como uma das atrações turísticas mais visitadas do mundo. Nos não poderíamos ficar para trás no noticiário, principalmente da nossa tão querida e parceira Rede Globo, que, sedo noticia ruim, não nos deixa faltar divulgação.

O predinho das Toninhas, como tantos outros esqueletos abandonados por construtoras e construtores aventureiros, que não poderia fazer por menos. Deitou. O prédio de construção estrutural foi descalçado de seus suportes, possivelmente, por conta de aumentar o numero de vagas nas garagens.

Os proprietários, desavisados ou não, se cotizaram em condomínio, para realizar o sonho da casa na praia. A eles cabe apenas e responsabilizar o engenheiro responsável pela obra. E a cidade? Por hora, enquanto a casa não cai, como no caso da Baleia KamiKaze, já apareceram os ambulantes.

São inúmeros carrinhos de lanches, sucos, refrigerantes, milho cozido e outros quitutes, tão ao gosto do pessoal do Vale, que disputam, no grito, um espaço de frente para essa nossa mais nova atração turística. Os curiosos tomam, dia e noite os acostamentos da rodovia e as ruas ao redor do empreendimento balança e já já cai.

Se fosse na temporada, seria o caos! Impossível de atravessar a Praia das Toninhas em direção a cidade. Parece uma sina, mas casos como esses deveriam ilustrar o que tanto se tem falado quanto ao profissionalismo responsável que se deve exigir principalmente quando esta em jogo, vidas e destinos das pessoas.

Infelizmente, os achismos, como este de tirar as paredes de sustentação para aumentar as vagas da garagem, tem sido patente. Os resultados, imediatos ou não, podem ser medidos em situações como essa. Desmontar esse esqueleto, e retirar seus escombros ficara mais caro do que o valor do terreno. Conclusão: vai sobrar para nos e se a prefeitura não for rápida, já já será obrigada a indenizar invasores do predinho condenado. Ou ate mesmo, indenizar vitimas e seus familiares de ocupantes invasores.

Quem duvida, e só olhar no esqueleto em frente ao predinho caindo e ver outro, não tão grande e aparente bonito, mas caindo igualzinho. Este, desapercebido,deposito de indigentes, bandidos, marginais e latinhas já faz parte da paisagem, contribuindo com a poluição visual do local. O descaso com uma política adequada ao nosso desenvolvimento cria espaço para este tipo de exploração imobiliária que, em busca do lucro rápido e fácil e nenhum compromisso com a cidade, cria soluções imediatas para o sub emprego, ativa a migração desordenada e vende a preço de banana, fatias de territórios restritos de excelente qualidade.

Vide predinhos da Praia Grande. Na contra-mão, o turismo, vai sendo tratado como questão de somenos importância, fazendo parte da retórica política de palanque ou de cansativas e inconclusivas reuniões.Profissionalismo? Nada. Continuamos nos “deixa que eu sei” e nos “achismos” assalariados a preços de secretario. Assim, podemos correr o risco, ate mesmo, de algum acerto. Mas o pecado estará sempre presente e será original. Sempre será um erro de calculo estrutural em nosso desenvolvimento. Ai, a casa cai.

Ubatuba, 22/05/2001

Ronaldo Dias

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