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Ronaldo Dias

Caminhos e Auto Bans

Os objetivos de qualquer empresa organizada, ou mesmo de uma pessoa comum são calçados de planejamento. Nas empresas, a simples gestão dos fatores, não é suficiente para manutenção e sobrevivência. Principalmente nos dias de hoje, onde o profissionalismo tem de estar presente, sob pena de exclusão da empresa do mercado.

Assim, independentemente do porte, a empresa sem objetivos definidos e sem planejamento, está fadada a literalmente a desaparecer do mercado. Apenas a experiência de tantos anos do proprietário ou do grupo gerencial não é, de longe, suficiente. O “deixa que eu sei”, “fiz sempre assim e deu certo” e outras experiências baseadas nos “achismos” são lastro de chumbo para a sucumbência.

A falta de um objetivo definido, de um planejamento consistente e de agilidade, e porque não profissionalismo nas gestões, infelizmente tem sido (infelizmente) a marca registrada do nosso desenvolvimento turístico. Já era tempo e com grande atraso de tomarmos novo rumo. Tentamos velhos e “novos” caminhos e em todos, não tivemos direção. Os destinos estão cada vez mais competitivos, mais aperfeiçoados na comercialização de seus “produtos” turísticos.

E nós? Vamos ficar nas mesmas teclas de “paraíso”, Mata Atlântica, setenta e tantas praias? Esses fatores, são só molduras que temos de graça. Para se ter uma idéia, nem mesmo desta moldura estamos cuidando. A falta de objetivos, planejamento e diretrizes, podem ser constatadas em qualquer observação; e olhem que não é preciso olhar muito para ver. Nem mesmo para ouvir. Quem assistiu ou ouviu o “campeonato” do SOM? Ações desencontradas não justificam os propósitos. O desenvolvimento turístico como forma de opção econômica (única) para um município tão regrado, com tantas restrições (muitas hipócritas) ambientais não pode continuar sendo tratado como assunto de só menos importância.

Nestas condições, o desenvolvimento turístico é o primeiro problema social a ser resolvido. Como tal, precisa sair da demagogia barata, dos achismos e dos deixa que eu sei. Os espaços disponíveis a serem ocupados estão cada vez mais restritos. São e estão limitados. Onde estarão os empregos e a a renda perene? O futuro das crianças que vão a escola? Para que cursos superiores no município? Onde os formandos irão exercer suas profissões? Aqui, ou em outros destinos? Vamos então implantar cursos de pós - graduação em caseiros? Vamos esperar a “moldura” derreter e faltar feijão nas panelas? Os caminhos, novos e velhos são apenas caminhos. O mundo, e faz tempo, anda por Auto Bans. Quais deveriam ser então os objetivos?

Ubatuba, 07/05/2001

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