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Ronaldo Dias

Demagogia Protelatória

A semana passada os semanários atinavam pelas preocupações oficiais com a poluição visual.
Muito melhor do que a protelação de um problema crônico é uma solução. Mesmo que não seja a melhor. Se esta fosse a Tônica, muitos dos nossos problemas teriam doses analgésicas. No centro podemos citar as bicicletas. Veiculo leve, simples e aparentemente inofensivo, mas já causou muitos acidentes.Alguns fatais. Elas tomam conta dos espaços da cidade. Ruas, calçadão, caçadas. De todas as formas e na contra mão de direção. Uma anomalia irresponsável. Não há normas? Não há leis de transito a serem cumpridas? Estas, não são para todos? Porque então tanta benevolência, complacência, cumplicidade e permissividade? O que falta? Não há comando? O comando não pode (ou não deve) comandar? Não há policia? As autoridades judiciais não circulam pela cidade? Não enxergam? Ou não querem ver. Os piores dos cegos!

Quem pode ou deve ter uma atitude? Inertes. Também no centro, os mendigos, os doentes mentais e outros desocupados que são despejados na cidade com regularidade pelos municípios vizinhos. Assediam. Incomodam. Defecam urinam e bebem (muito) pelos cantos, pelas ruas, pelas praças, na praia. Temos responsabilidades (todas) pelos nossos! Apenas. De novo no centro, tomar conta de veículos ? Dezenas! Espalhados pelas áreas por eles “loteadas” Quem não conhece? É ou não e uma vergonha para uma cidade turística!!!

Dizer que regulamentar o estacionamento (com cobrança) pela Comtur, não é bom ou não é adequado, me leva a acreditar que quem não quer, aprova o que esta aí! Em defesa do turismo? Do comércio local? Lamentável! As lixeiras. Sim, as lixeiras fedorentas continuam. Poluindo os olhos, o ar, o solo, os rios e o mar. Como na Europa, sim (só que da idade media é claro 500 anos atrás). Nada como jogar o lixo na rua, ou na frente de quem não reclama. A poluição visual. Claro que as faixas e placas malajambradas são as vilãs.

Mas e os predinhos, com arquitetura de caixa de sapato? As praças abandonadas? Os mirantes cobertos de mato e lixo amontoados? E as ruas esburacadas? As arvores desgalhadas da Thomas Galhardo? As grades podres, caídas e enferrujadas de “proteção” das arvores do antigo “ Kilo &Cia”? Os quiosques nas praias? As barracas de lona coloridas das feirinhas? Os panfletos nas lombadas? O Camelodromo da Praia Grande? O acostamento da estrada? As guaritas do DER? Os carrinhos de ambulantes (que não ambulam)? A bacia de privada largada numa esquina da rua Paraná? A frente do um real? As barracas do padre? Agora, vamos falar de som. Os escapamentos abertos? Os carros de som? Os eventos da avenida? Os dos quiosques?

Para problemas tão simples, vamos protelando. Doses demagógicas, um bode aqui, outro ali... Assim vamos. Até quando?

Ubatuba, 31/03/2002

Ronaldo Dias

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