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Ronaldo Dias

Em poucas palavras... que temos, devemos e podemos.

Sofremos com a falta de conhecimento dos conceitos básicos do que é o Turismo como atividade econômica. O pouco turismo que temos e que conhecemos, não foi o turismo que criamos. Ele, simplesmente aparece e tem se misturado com o veraneio.

Por desconhecimento ou apenas por costume, tornou-se comum por aqui chamá-los todos de turistas, o que não é verdade. Quem por exemplo, mora em São Paulo ou em qualquer outro lugar e tem uma casa em Ubatuba, esta casa é do que se chama, veraneio (passar o verão, segundo o Aurélio).

Assim, quando esta pessoa vem, empresta ou aluga (o que é mais comum) seus ocupantes são veranista. Não são turistas. Mesmo quando, usam qualquer dos “equipamentos” turísticos da cidade. O turista, por conceito básico, fica hospedado em meios de hospedagem oficiais, ou sejam os hotéis, pousadas, pensões e estalagens. Ele, ao contrário do veranista, vem com objetivos diversos. Enquanto o veranista como o nome explica, vem atrás do verão.

O turista, tem o verão, não como principal, mas como acessório. Vem em busca de “viver” Ubatuba. Do desconhecido, da aventura, de novas emoções, de conhecimento, da geografia, da paisagem, da história, da cultura, dos costumes, do artesanato, da culinária e da arquitetura da cidade.

O nosso grande engano é que criamos uma “cultura” veranista e queremos porque queremos mudar os hábitos destes, que por definição, se vão, todos, aos primeiros sinais do outono. Qualquer que seja o esforço em “atraí-los” a partir de então é simplesmente inócuo. Os veranistas, como o próprio nome define, além de raras ocasiões(de pagar os caseiros por exemplo), voltarão apenas, e só quando, o próximo verão chegar. O que nos resta é então e apenas então somente o turista. Esse sim é o trigo que precisa ser plantado, regado e adubado para florescer. Este sim é que nos levará a um desenvolvimento social e econômico. Este sim virá no outono, no inverno, na primavera e também no verão.

Só o turista, faz TURISMO. Se toda a população e as pessoas envolvidas nas atividades ditas “turísticas” tivessem essa consciência e esse simples discernimento, poucas palavras bastariam. Aí, os nossos velhos caminhos tomariam o rumo certo. Valorizaríamos mais o que temos e o que somos. Saberíamos fazer o que devemos. E o mais importante, onde poderíamos chegar...

Em poucas palavras. Então, o que temos, o que devemos e o que podemos?

Ubatuba, 07/03/2001

Ronaldo Dias

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