Artigos Anteriores

Ronaldo Dias

Independência ou Morte

Quem não se lembra desta frase? Por enquanto, devem ser muitos, mas a tendência, é o esquecimento. Porque? Os paises ricos orquestram e nos impingem a globalização. E o que é realmente a globalização? Para quem sabe, seguramente não entende porque tantos protecionismos dos paises ricos, em relação aos paises pobres.

O que na verdade estão querendo nos “vender” como globalização? No “pacote” oferecido, podemos identificar as privatizações (globalização do capital deles) de todas as empresas que até bem pouco tempo, eram consideradas ou de interesse ao desenvolvimento nacional ou a segurança nacional. Aí se foram a Vale, telefonia, energia, e indústrias de base (quem se lembra?).

Na agricultura, as sementes trangênicas (que não geram outras sementes) para não falar na nossa indústria bélica (que ia de vento em popa) e aeronáutica Embraer, em disputas com a canadense, Bombardier. Na área econômica, um país tão rico, se atola em dívidas cujos números e juros são manipulados por uma calculadora surrealista.

Entra o FMI. Comprometem-se nossas divisas. Sobram-nos apenas as divisas territoriais. Por enquanto. Mas, em breve, voltarão com aquela história mal contada, dissimulada pela mídia conivente, da globalização também da Amazônia.

Interessante ressaltar, que num país de milhões de habitantes, não temos uma renovação de políticos. São os mesmos. Sempre. Todos querendo poder. Parece até, que quando chegam lá, se entorpecem. Em troca da permanência do poder, vendem as próprias almas. Problema deles? Não, o pior, é que deixam as nossas e a dos nossos descendentes penhoradas.

Assim, com a fachada da Globalização, caminhamos em direção ao desconhecido. Como analfabetos diante de uma imensa biblioteca. Somos levados. Mudam, pouco a pouco, nossos hábitos, nossa educação, nossa cultura, nossos sonhos, nosso patriotismo (quem se lembra dele?). São os programas televisivos idiotizantes para as crianças e adultos, os milhões oferecidos em sorteios, à descaracterização do pudor (nas banheiras), a justiça (dos ratos), a família (sem laços), a falta de respeito entre os seres humanos (nas pegadinhas) a propagação e o incentivo a violência na maioria deles e até na moda massificante (inspirada nos usos e costumes do Harlen).

Outros programas, mais elaborados, destinados a uma classe (mais?) esclarecida, como “No Limite”, com ritual aparentemente democrático, sugeria uma consolidação progressiva da vida administrada, onde a diversão sádica, com a especulação dos limites e mazelas da vida privada. O mesmo para as web-câmaras transmitindo 24 horas a vida de outras pessoas. Com certeza, os pais da Globalização, querem controlar. Tudo. O Globo.

Sabem muito bem que a melhor fórmula e a mais rápida e duradoura é rebaixar a cultura ao extremo. Baixar, até aquele ponto crítico, que por indução, transforma o que seria sentimento de sofrimento, em diversão. Roller ball (quem assistiu e quem se lembra?). A idiotização levada pela “indústria cultural” eletrônica, está inculcando formas subjetivas de diversão. Quando saem das telinhas para a vida real, vão arregimentando tantas e tantas tendências irracionais que a sociedade interia salivará diante do controle totalitário.

Para onde então caminhamos com essa, digamos assim neodemocracia (leia-se ditadura econômica) do professor? Para a GLOBALIZAÇÃO? Do nós para quem? Onde estarão guardados os nossos valores? Os valores da família e seus princípios? A educação e a formação dos nosso filhos? (esta cada vez mais raro uma criança dizer “por favor”, “ com licença” ou “muito obrigado”) O nosso patriotismo? (educação Moral e Cívica, quem se lembra?).

Quanto tempo não vejo um desfile escolar de 7 de setembro (passaremos a comemorar o 4 de julho?). Estão querendo nos tirar tudo em nome da (nossa e não “deles” globalização). Para isso, contam com a colaboração (venal) de alguns dos “nossos”. Não vamos nos esquecer que, aqueles que vendem a própria mãe, não tem escrúpulos, não titubeiam em manipular e vender a pátria, por uns poucos dinheiros.

No Oriente Médio, perdem-se milhares de vidas, a cada dia, numa luta interminável por um pedaço de terra, por um princípio, por uma religião. Nós, não estamos sabendo valorizar o que temos, ou estão querendo que nos desprendamos dos nossos “valores”? Às vezes, quando me atenho sobre esses assuntos, meus pensamentos perguntam: “quantos seriam os corações brasileiros, calados, subjugados, contidos que, a qualquer momento, poderiam levantar a bandeira, em um brado retumbante de INDEPENDÊNCIA OU MORTE ! ” ?

Os motivos para a pátria, depois de séculos, só se travestiram. Agora, globalizaram-se! ... Os bastardos que não se esqueçam, que dentre outras mil, a Pátria Amada, verá que filhos seus não fogem à luta. Pátria Amada! BRASIL.

Ubatuba, 24/01/2001

Ronaldo Dias

PENSAMENTO DA SEMANA:

Grandes e Pequenos

Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme para você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravada. É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto.É pequena quando desvia do assunto.Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo. É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, e sim de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão e, ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.O egoísmo unifica os insignificantes.Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. São suas atitudes e sensibilidade sem tamanho.

Ubatuba, 24/01/2001

Ronaldo Dias

Artigos Anteriores

Caraguatatuba Ilhabela São Sebastião Ubatuba
Conheça as cidades do Litoral Norte:
Caraguatatuba Ilhabela São Sebastião Ubatuba
Home Litoral Virtual - Home Page
O mais completo site do Litoral Norte Paulista na Internet

info@litoralvirtual.com.br
©1995/2010 Emilio Campi - Studio Maranduba - Direitos Reservados
Proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site sem a expressa autorização do autor

Sites do grupo: Litoral Virtual - Jornal Maranduba - PanoTour - Caraguá - Maranduba - Maré Legal - Truckmodelismo Brasil - ECampi