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Ronaldo Dias

Muitas palavras...

Na semana passada, falei “Poucas palavras” para definir veranista e turista.
O primeiro, como o próprio nome diz e o Aurélio também, procura o verão. O segundo, muito mais que uma estação, procura cultura, geografia e seus acidentes, paisagens, história, artesanato, costumes, danças e músicas próprias dos locais visitados. Essas duas definições são claras e de fácil entendimento. Nenhum ser humano possui poder divino para transformar em verão as demais estações, outono, inverno e primavera.

Por analogia simples podemos constatar a inutilidade de todas as ações, por mais exaustivas custosas e desgastantes que possam ser, que tenham o objetivo de atrair veranistas fora do verão. Portando se faz necessário a conscientização desta máxima que a mudança acontecerá. Os esforços serão direcionados a resultados perenes. Podemos citar alguns exemplos que poderão, á partir daí constatados visualmente.

Teremos uma melhora estética. Encontraremos, já nas estradas e vias de acesso, alem do piso sem buracos e lombadas, uma sinalização padronizada, informativa e compatível. A limpeza e o paisagismo desses locais serão impecáveis. O matagal que avança nos leitos carroçáveis darão lugar a gramados e jardins floridos. As lixeiras, mal ajambradas, fedorentas e focos de todo o tipo de doenças transmissíveis, não mais serão toleradas pelos órgãos de saúde responsáveis, muito menos pela secretaria de urbanismo e de turismo. Serão, finalmente, deletadas da nossa maravilhosa paisagem.

O centro e suas praças serão re urbanizados. Os calçamentos permitirão exigir, finalmente, o trânsito das bicicletas na mão de direção. A secretaria de urbanismo determinará diretrizes para fachadas de construções e alinhamentos; padrões estéticos para faixas, placas e luminosos comerciais. Os comércios serão em números proporcionais as necessidades. Carros de som, de qualquer tipo, serão banidos, para a alegria dos munícipes e o sono tranqüilo dos internos da Santa Casa.

A secretaria do Bem estar social, não permitirá o despejo de mendigos, doentes mentais e andarilhos pelos municípios vizinhos. A vadiagem e tomadores de conta de veículos e “skatistas” serão excluídos das ruas e calçadas, pela Guarda Municipal. Os menores serão acompanhados de perto por autoridades do judiciário e coibidos de portarem nas vias públicas, armas, drogas e bebidas alcoólicas. As discotecas, jogotecas, flipers e karaokês serão rigorosamente fiscalizadas.

O centro de informações turísticas será operado por alunos da Unitau (turismo) em parceria com a COMTUR, que regulamentada assumirá os objetivos para os quais foi criada. Assumirá o desenvolvimento turístico e econômico do município. A feirinha da 25 de março, dará lugar ao cenário de figuras e peças de tamanho natural da PAZ DE IPEROYG. Ao seu lado o CRUZEIRO e o Museu Caiçara.

A FUNDART será a grande responsável por todas essas atividades culturais a disposição dos visitantes. Serão devidamente pavimentados os acessos secundários a hotéis, pousadas e demais meios de hospedagem. O Aeroporto será compatível á aeronaves de maior porte. A Av Iperoyg de “cara” nova, terá regras rígidas de utilização para atividades culturais e esportivas e nunca mais será palco de carnavais, muito menos estacionamento de carrinhos de ambulantes.

As festas “beneficentes” terão lugar próprio e reservado. Não será mais permitido absolutamente nenhum evento do tipo em ruas ou praças, muito menos de barraquinhas de paus cobertas de plásticos multicoloridos. As igrejas não terão atividades comerciais, mesmo que com intuito beneficente. As escolas estarão cheias e terão turismo e línguas como matérias obrigatórias em todos os níveis. O DER, DNER e os serviços policiais serão compatíveis à nova realidade. Os migrantes de outras cidades respeitarão e muito, a cidade e seus cidadãos que os recebem, ou, como alternativa única, voltarão às suas origens.

A educação será nosso ponto alto e povo de modo geral ficará mais cordial. Não haverá depredações de bens públicos. Os investidores de verdade aparecerão. Muitos. Como em um passe de mágica aparecerão os empregos qualificados, que serão alvos profissionais dos jovens formandos. Deixaremos de usar outros municípios como parâmetro. Teremos personalidade própria. Resgataremos nossa história e a cultura caiçara. Seremos exemplo e destaque no desenvolvimento do turismo nacional.

Alguma utopia? Sonhos? Com essas MUITAS PALAVRAS, doses cavalares de boa vontade, POUCO DINHEIRO e sem nenhuma demagogia, começaremos sim, um novo caminho. Um caminho de verdades doloridas, mas verdades. Estaremos no rumo da nossa vocação e na direção certa de um futuro melhor pra toda a nossa gente. E quem de nós não quer UBATUBA a SIM?

Ubatuba, 15/03/2001

Ronaldo Dias

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