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Ronaldo Dias

Não é brinquedo não!

DESENVOLVIMENTO SEM DEGRADAÇÃO. Sob este título, Xavier Veciana (diretor geral da rede SuperClubs no Brasil) no último caderno VIAGEM do O Estado, ensina: “Raras são as indústrias que estão, como o turismo, tão ligadas ao desenvolvimento de comunidades. O crescimento turístico influencia diretamente grandes populações”. Eu completaria: beneficamente.

Continua: “Hoje, a conscientização e a participação conjugada dos cidadãos, das autoridades e das empresas de uma região num desenvolvimento sustentável é a única via para que as comunidades possam receber os benefícios do crescimento e para que (principalmente) evitadas a destruição do meio ambiente, a deterioração da vida humana e a conseqüente perda de competitividade e rentabilidade dos empreendimentos turísticos”. Continua mais adiante: “ ...Sem a preparação e a contribuição de todos os setores as sociedade para um correto PLANEJAMENTO, administração e controle desse desenvolvimento, essas regiões poderiam se tornar focos de GRAVES desequilíbrios, no lugar de possibilitar riqueza, conhecimento e prosperidade.” Muito interessante?

Seguindo: “Para isso, é necessário planejamento de longo prazo. Não basta ter atrativos naturais fora do comum, é vital conceber um cuidadoso desenho do produto turístico e uma ordenação do território de cada região ou município. Apesar de extensa, a matéria até aqui nos dá subsídios mais do que suficiente, para validar e avalizar as tantas, cansativas e velhas críticas do meu pensamento ao” nosso modelo “. Estamos no inverso. Os nosso caminhos não são o do sucesso. Estamos na contra-mão do desenvolvimento econômico do turismo em nossa cidade. A falta de objetivos definidos para o desenvolvimento sustentado, baseado no turismo e, do planejamento para a execução destes objetivos, tem nos levado a extinção de patrimônios turísticos e espaços públicos (a margem da lei) em benefício, não da comunidade, mas sim de uns poucos escolhidos, amigos do rei ou distribuídos na troca da velha conhecida e pervertida moeda: votos. Todas as (possíveis) desculpas não convencem nem mesmo os menos esclarecidos. Ao contrario, é motivo de revolta de uma maioria não beneficiada, ainda silente. As ações, tantos as oficiais quanto as particulares, por maiores doses de boa intenção, são inócuas. Estas aqui ou ali, quanto adequadas, é apenas uma “fotografia” e um desenvolvimento turístico é um “filme” ou seja, é composto de milhares de fotografias em seqüência lógica e programada, baseadas em um roteiro.

Voltando a matéria: “Cada região precisa abrir um grande programa de conscientização para criar uma visão compartilhada... Um diálogo produtivo entre estudantes, líderes comunitários e municipais, funcionários do governo, jornalistas, meios de comunicação disponíveis, lideres sindicais e empresários, precisa ser despertado... deixando para trás os egocentrismos” Nossa! ...”Um produto turístico (UBATUBA) precisa apenas de um plano de financiamento para ser construído, mas o turismo que sustenta todo um ecossistema (natural e humano) precisa de grandes princípios para crescer.

Termina:” Só aqueles que souberem preservar o passado (a história e os costumes) e planejar no presente, terão turistas no futuro. Dessa forma, uma região se converte em destino “ Agradeço, de coração, ao Sr Xavier Veciana pela tão feliz matéria que nos serve de carapuça. Seremos então os piores dos cegos???

 
Ubatuba, 19/04/2002

(comentários) Ronaldo Dias

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