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Ronaldo Dias

O País do Futuro

Brasil: “O País do Futuro” - Desde muito pequeno, ouço esta frase. O que é pior, acreditava nela. Certa feita,“caíram minhas fichas”, e eu me perguntei: mas quando é o futuro? A inteligência de quem “inventou” esta frase realmente é invejável, afinal, inventou alguma coisa que todo mundo espera e a maioria acredita, mas que nunca vem. Lembro-me dos natais passados na casa dos meus avós, que a conversa dos adultos sempre tinham uma esperança de que no “ano que vem tudo iria melhorar”. Penso que o futuro tem muito ‘a ver com a esperança. Espera-se sempre, e nunca vem! Para quem conhece o trabalho desde cedo, árduo, com espírito residual dos imigrantes, sabe do que estou falando. Não importava o número de horas trabalhadas se domingo ou feriado; importava trabalhar para “progredir”.

Os anos foram passando e sempre, com uma freqüência inexorável, vinha uma mudança na política, na economia, um plano, uma instabilidade internacional ou até mesmo uns meninos de caras pintadas sem saber o que estavam fazendo, para tumultuar e colocar a baixo as esperanças. As esperanças naquela época eram: conseguir uma casa própria, modesta que fosse, aprender um oficio e ter um bom emprego. Estudar, só para quem tinha posses ou para quem estava disposto a fazer um sacrifício imensurável para o orçamento familiar. Acho que toda minha família, pensava no tal futuro. E assim fomos. Ou chegamos.

Pergunto: hoje é o futuro? É isso que estamos vivendo? Foi para isso tanto sacrifício? Este é o futuro que quando criança me falavam? Nossa!!! Que país é esse? Não pode ser o mesmo! O meu país do futuro daquela época, não ficaria assim. O tal francês falecido Jaques Cousteau, dizia que a população mundial era excessiva. O planeta não iria agüentar tal crescimento. O pessoal responsável pela administração pública, não teria capacidade de se organizar a tempo, para atender as mais simples e básicas necessidades. Olha, que o falecido tinha razão! Se naquela época era difícil com pouca gente, e tinham que transferir nossas esperanças para hoje... o que diremos então para os nossos netos? Como explicar à eles todas as trapalhadas políticas e econômicas que vivemos nesta nossa geração? Nos tempos Verde Oliva, que alguns chamam de repressão, em que a divida do país era 10% da atual, e o que hoje privatizado, foi construído, Siderúrgicas, Industrias químicas, Hidroelétricas, Estradas, Aeroportos coisinhas de BASE, alicerce, pareciam preparativos para a construção de um país.

Tínhamos Ordem, Progresso e disciplina. Mas, morreram algumas pessoas descontentes, só algumas, tipo Chico Lopes e Lalaus, em relação as que morrem hoje apenas na violência urbana ou em um mês nas disputas do tráfico nos morros do Rio de Janeiro. Presos, os marginais desumanos, não tinham direitos humanos. Nesta época, não se podia dizer abertamente as “bobagens” que ouvimos hoje a todo instante dos que nos governam. O FMI, naquele tempo era apenas um ratinho, hoje, um leão. Se tivermos um neto que goste de piadas, temos um legado interminável a oferecer. Lembram daquela Ministra que da noite pro dia tirou a grana de todo mundo e ficamos “todos iguais”, não perante as leis, mas em saldos bancários? Nossa!!! Foi tão engraçada, essa da Ministra, que para terminar ela casou-se com um outro palhaço. O Anísio. Formaram um casal de palhaços e procriaram! Imaginem o que vai dar no futuro o rebento “resultado” desta união? Podemos falar também daquele Ministro da Injustiça que era ourives! Lembram-se? Aquele que tinha uma queda pela Esmeralda. Esmeralda ou esmeraldas? Gostava tanto que andava com um saco delas para lá e para cá. É, hoje, neste futuro, temos na atualidade o menino da camisa bonita (que pensa que é ele o bonito e não a camisa) e seus amiguinhos trapalhões. São tantas as trapalhadas que o Didi fica até com inveja do repertório.

Neste futuro, apesar de liberado, não dá para falar tantos palavrões, por isso não vou citar as pessoas que ocupam cargos eletivos. Seria uma MALVADEZA, não é mesmo Toninho? Pra finalizar, neste futuro, posso ver também o que aconteceu ou que esta acontecendo com a emancipação feminina; o progresso que tiveram, pelo menos até agora. As popozudas, as preparadas... cerol na mão? Todas pro TIGRÃO? Triste fim. Fim da feminilidade. Para quem gostava do encanto que as mulheres despertavam, é Lamentável. Como será o futuro delas? Dizem que está faltando homens? Acho que encantos. Quem sabe?

Olhem, se aquele futuro que eu pensava existir é hoje, pelo andar da carruagem, vamos voltar ao lampião. Quem tem esperança de dias melhores? Otimistas, Pessimistas ou os Realistas? Para aqueles que foram em frente e enfrentaram tantas “surpresas” perceberam estar, depois de “correrem” tanto, bem atrás dos respectivos rabos. Os mais astutos ou desonestos, comeram caudas alheias. Uns ganharam muito. Outros perderam tudo. Teimosos ou desinformados acreditam no futuro. Poucos ainda têm esperança; a maioria na Loteca. Mesmo assim vale a tentativa, não é mesmo Brasil? Afinal, quem sabe, no futuro, e sendo Deus brasileiro, não falte feijão na mesa. É só não esquecer de plantar. Estas palavras pertencem a um homem que viveu toda metade do século passado.

Ubatuba, 04/06/2001

Ronaldo Dias

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