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Ronaldo Dias

Persistir nos Erros

Criticar é mais fácil. Mas, ao mesmo tempo, a persistência dos erros na condução de nosso desenvolvimento turístico é passível de critica. Os recursos são escassos. As verbas conseguidas não são muitas, muito menos substanciais para permitir a execução de obras (quero crer) carregadas de vaidades pessoais em detrimento de um planejamento de prioridades que possam sim, trazer benefícios diretos à crescente demanda de infraestrutura turística, revitalização do urbanismo municipal e, por conseguinte a criação de postos de trabalho.

Tenho insistido no número crescente de jovens que estão aptos a ingressar no nosso (quase inexistente) mercado de trabalho. Uma projeção dos índices de natalidade, e de migração, agravam (e muito) o problema no futuro próximo. Desemprego e vadiagem “forçada” é sinônimo de crescentes índices de violência e consumo de drogas. Com certeza esta preocupação não é só minha, mas, de muitos pais que não sabem que “futuro” poderá oferecer a seus filhos.

O “oferecimento” de “circo”, geralmente com intenção de votos, já não convence e será em breve, duramente criticados e seus resultados estarão disponíveis para determinados políticos nas próximas urnas. Outra “persistência errada” cantada como tábua salvadora do turismo, é a construção do centro de convenções. É muito fácil saber que, além de não termos essa “vocação” a geografia, a estrada, os acessos e as características dos meios de hospedagem inviabilizam, de saída, tal malfadada idéia. Assim, como o elefante branco do Pereque-Açú (terminal turístico???) e outros elefantes que em breve se tornarão brancos, vamos persistindo. Errando. Não temos definição do PRINCIPAL e nos perdemos nos ACESSÓRIOS.

Tenho dúvidas se querem mesmo acertar. Erros de alvos. Alvos tão óbvios. Não vou cita-los. Estão ai, bem na frente de quem quiser ver. Temos apenas dividido as fatias do mesmo pão de 20 anos atrás. Não temos feito o pão crescer. Somos os mesmos e vivemos... Um favorzinho aqui, outra barraquinha, uma licencinha ali, um carrinho de lanche acolá. Esse tem sido o “PÃO” do “circo”. O que sobra para os filhos desta terra? Entrar nesta “fila”? Ou um emprego de balconista na próxima loja de biquínis? Na próxima farmácia? No próximo restaurante de Kilo ou pizzaria? Na próxima sorveteria? Moto boy?

Muitos dos filhos desta terra se esforçam, trabalham e ainda estudam, com muito sacrifício, para terem estas perspectivas de futuro. Ficarão decepcionados? Já estão? Cabe a nós a responsabilidade de pelo menos tentar, com algum critério, simples que seja, planejar um futuro para essa esperançosa criançada. Vamos parar de aplicar o método da “tentativa e erro”. Vamos deixar de lado as vaidades pessoais. Vamos persistir sim, em arquitetar um futuro, em construir um caminho verdadeiro por um rumo sólido e conseqüente. O futuro, já é amanhã. O peso na consciência dos irresponsáveis, dos omissos e dos inconseqüentes será um fardo pesado. Serão sempre lembrados, por todos os filhos, para sempre, pelo que fizeram, pelo que não fizeram e pelo que deixaram fazer. Quem duvida?

Ubatuba, 21/06/2002

Ronaldo Dias

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