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Ronaldo Dias

Nós, os Sem Governo

Estamos roucos de repetir a nossa vocação turística.
O modelo, se é que é um modelo, planejado, imposto pelas regras de preservação e de proteção ambiental, está errado. Errado e incompatível com o modelo de ocupação. Se tais regras proporcionam o que está aí instalado e, atrai o público que está atraindo, realmente não serve à nossa vocação turística, única atividade econômica viável dentro dos padrões estabelecidos e da posição geográfica do município, no contexto econômico.

Áreas do parque e do pé da serra, sendo invadidas, estão provocando conseqüências irreparáveis, tanto na proteção dos mananciais quanto à própria segurança dos invasores, principalmente nas épocas de chuvas. Ambas de custos sociais muitas e muitas vezes mais elevados, do que a ação legal necessária. Idem para a região costeira. Tenho noticiado aqui, a favela se instalando no Perequê Mirim, entre a ponte e o mar, para não citar outros inúmeros exemplos, que quem conhece a região pode comprovar.

Tem “Funilaria e Pintura”, no meio da subida da serra. Tudo pelo Social? De onde? Dos demais municípios, cujas populações (quase) inteiras migram para o litoral? Restrições cegas, incessíveis e burras. A legislação imposta, por um modelo, que tem a intenção de nos transformar em um “MUSEU”. Estático. Esqueceram que as populações crescem e se movimentam, principalmente em regiões costeiras com vocação para o lazer.

As restrições afastaram os investidores de empreendimentos turísticos de grande porte, restando apenas, a especulação imobiliária, cujo resultante maior, e lamentavelmente visível, é o exemplo do que se transformou a PRAIA GRANDE. Lobby político, conchavos, e está lá, para até quem não quer ver (como eu) transformada no caos arquitetônico e ocupada de forma grotesca.

O que era e como esta a Praia Grande? O Perequê – Açu? E assim por diante, umas mais, outras menos, aguardando apenas, um pouco, um pouquinho mais de tempo para serem EXECUTADAS. E não estamos falando apenas de UBATUBA, e sim de toda uma região, o litoral norte do estado, de altíssimo potencial turístico.

Qual seria o motivo do abandono? Será que pensaram que seriam apenas necessárias as restrições impostas, e ficaríamos estáticos? As regiões industriais, as agrícolas tiveram investimentos e atenção, na infra-estrutura necessária. Nós, apenas restrições. A nossa população é pequena? Poucos eleitores? Poucos votos? E quem nos visita, mais de 1.500.000 de indivíduos? Votam? Concluindo, as restrições não funcionaram, e não funcionam. Mostraram-se inócuas em seus objetivos, e perversas nas suas conseqüências.

Enquanto o mundo busca alternativas para novos destinos turísticos, artificializando até mesmo a natureza, optaram por nos impingir esse modelo AQUÁRIO. ( tantos peixes por m3). Imaginem! A nossa vizinha, Angra dos Reis, “deu seus pulos” aproveitando nossas mãos amarradas, partiu para uma ocupação náutica, levando nossos investidores.

Marinas e mais marinas, abrigam e oferecem todos os serviços náuticos e de hospedagem, criando empregos, gerando renda, alimentando bocas, com usuários paulistas e paulistanos. Milhares. Angra dos Reis, do PT e da Usina que lhes impuseram. Somos bobos ou estamos “ amarrados”? Mais um prédinho de arquitetura duvidosa ou mais uma Marina?
Lamentável, por não poder adjetivar melhor!

O município da região, não tem recursos para financiar projetos de desenvolvimento. Principalmente os chamados “ desenvolvimentos sustentados” sustentados, não sei por quem!
A iniciativa privada, através dos investidores, só pode “dançar” conforme a música.

E agora José? Nesta orquestra, SEM MAESTRO, tocam o DNER, O DER, CETESB, SABESP, SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE, POLICIA FLORESTAL etc, qualquer música. Todos juntos. Aos ouvidos do prefeito municipal. SOCORRO! Chamem um dirigente, que o governador sumiu! Precisamos realmente de UM!

Vamos então propor um MOVIMENTO DOS SEM GOVERNO. Alguns dizem... Imaginem como estaríamos, se o VICE, não fosse da REGIÃO! Ele é? De onde?
Bom. Até as próximas eleições. Afinal, já estão aí. Ele(s) aparece(m).

Ubatuba, 14/11/2000

Ronaldo Dias

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