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Margareth Bravo
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A Ira Humana e a Ira Divina

“Melhor é o longânimo do que o valente, e o que governa o seu espírito do que o que toma uma cidade”. (Provérbios 16:32)

A IRA HUMANA gera conflito, vingança e violência. O coração natural reflete uma atitude individualista, uma tendência de seguir os “próprios caminhos”; de satisfação própria, de auto-proteção, de auto-adoração e de autopromoção. “A ira humana sente ódio, despeito e amargura. É egoísta e auto-destrutiva, e a vingança retribui na mesma moeda ou pior”. Esta foi justamente a origem do pecado – a busca dos próprios interesses. No íntimo, queremos sempre ser o maior e ou o melhor. A competição toma seu lugar e o “espírito de rivalidade diminui o coração, produzindo caracteres opostos àquilo que realmente queremos”. Na busca dos próprios interesses, o egoísmo aflora, a ira toma seu lugar no coração gerando violência que pode se manifestar por palavras ou atitudes.

Vivemos num mundo em que o stress está em alta temperatura, chegando a atingir crianças e animais. Esse stress deixa-nos irritados e de mau humor. Neste momento, basta uma pequena ofensa, ou algo que deu errado para a ira atingir o ápice; o palavreado é baixo e muitas outras coisas podem ocorrer.

Bem, e o que se pode fazer para mudar esse temperamento? Só existe uma maneira: “Que Cristo Jesus seja o seu exemplo quanto a atitude a tomar na hora da ira. Pois Ele, que sempre foi Deus por natureza, não se apegou às suas prerrogativas como igual a Deus, mas desnudou-se de todo o privilégio, consentindo em ser um escravo por natureza e nascendo como homem mortal. E, tendo-se tornado homem, Ele se humilhou, vivendo em obediência absoluta, a ponto de morrer, e a morte que Ele morreu foi a de um criminoso comum”. (Filipenses 2:5 a 8 – Phillips) Ele disse: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração...” (Mateus 11:29). Você pode perguntar: Existe a ira justa? Sim, existe. “Há uma indignação justificável quando vemos que Deus é desonrado e exposto ao descrédito; quando vemos o inocente opresso, uma justa indignação agita a alma. Tal ira nascida da sensibilidade moral, não é pecado”.

A IRA DE DEUS é muito diferente da ira humana. É uma ira contra o pecado e não contra o homem. Para entender a ira divina, precisamos entender melhor a Deus. Sua natureza é amor; uma mistura de justiça com misericórdia, verdade e graça. Esse é um atributo essencialmente divino. Ninguém no Universo possui tal capacidade. Jesus veio a este mundo revelar o Pai em seu verdadeiro caráter, para remover as falsas concepções que os homens mantém até hoje sobre o caráter divino. Deus ama o pecador, e faz tudo para que ele reconheça seus erros e clame por perdão. E a Sua mão está estendida ao homem o tempo todo. Mas aqueles que rejeitam a Deus e o Seu perdão, tem desejo de permanecer em terreno inimigo. Pisar em terreno inimigo já é perigoso, permanecer nele é mais perigoso ainda. Aqueles que escolherem permanecer no pecado, não tem prazer nas coisas de Deus. Essas pessoas nunca poderão encontrar felicidade em um mundo de justiça que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Os que rejeitam a misericórdia de Deus, ceifarão aquilo que semearam. Assim, Deus lhes condenará o fruto de sua própria “plantação”. Trarão sobre si mesmos a ira divina contra o pecado que tanto acariciaram. Deus não tem prazer em condenar a quem quer que seja (ver Ezequiel 33:11).

Haverá um julgamento final onde Deus destruirá o mal que não se levantará pela segunda vez. Nessa destruição do mal, a ira de Deus será derramada sem mistura de misericórdia. Assim é que o pecado será erradicado da Terra juntamente com o autor do pecado, bem como também todos aqueles que amaram mais o pecado do que a Deus. Esse julgamento final é chamado de “o estranho ato de Deus”.

Deus tem procurado reconciliar a humanidade pecadora consigo mesmo misturando misericórdia com justiça, concedendo graça e tempo suficiente para o arrependimento e uma decisão inteligente e consciente. Portanto, ninguém terá como justificar-se dizendo que não teve oportunidade. A oportunidade existe agora, mas chegará o dia em que o cálice da paciência de Deus transbordará, e a porta da graça será fechada sem aviso prévio. Mas você não precisa beber do cálice da ira de Deus. A oportunidade para reconciliação com Ele ainda existe e o momento é agora. Não deixe de faze-lo.

Margareth Bravo

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