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Margareth Bravo
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A Mudança na Lei de Deus I

“ E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo; e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão por um tempo, e tempos e metade de um tempo”. ( Daniel 7: 25)


O sétimo capítulo do livro do profeta Daniel e o capítulo 13 do livro de Apocalipse, falam do mesmo assunto, porém com abordagem diferente. Daniel e João viveram em épocas diferentes. Não se conheceram, mas inspirados pelo mesmo Espírito Santo, profetizaram acerca da mudança da lei de Deus por um poder que apareceria na terra; que blasfemaria de Deus e de Seu tabernáculo; que mudaria sua lei e faria guerra àqueles que guardam a lei por um certo período de tempo (ver Apocalipse 13: 6 e 7 )

Este poder esteve em seu auge no período da Idade Média onde conquistou autoridade e passou a ditar as regras no campo espiritual e temporal. Para mais detalhes a respeito, reveja os artigos “Os Cavaleiros do Apocalipse III e IV. A mudança da lei de Deus ocorreu no período da Idade Média quando o Bispo da Igreja Cristã de Roma, assentou-se no trono dos imperadores após a queda do Império Romano. Com o poder político e religioso nas mãos, passou a ditar as regras e fazer as mudanças “necessárias” à sua conveniência.

Bem, mas para verificarmos as mudanças feitas na lei, precisamos saber o que reza a lei que está registrada em Êxodo 20: 3 a 7.

I- Não terás outros deuses diante de mim.
II- Não farás para ti imagem de escultura....
III- Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o Seu nome em vão.
IV- Lembra-te do dia de sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os Céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou, portanto, abençoou o Senhor o dia de sábado e o santificou.
V- Honra o teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na Terra que o Senhor teu Deus te dá.
VI- Não matarás.
VII- Não adulterarás.
VIII- Não furtarás.
IX- Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
X- Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

A mudança foi feita exatamente no quarto mandamento. Ele foi trocado pelo domingo. O segundo foi suprimido, restando nove. Como são dez, o décimo foi dividido em dois.

Desde o quarto século o mundo cristão guarda o domingo, com exceção dos Judeus e dos Adventistas do Sétimo Dia. Mas como se deu tal mudança? Logicamente que ocorreu de forma lenta e progressiva.

O imperador Constantino tornou-se cristão por conveniência. Batizou-se como o costume dos cristãos, mas seu coração continuou pagão. Ele era um adorador do Sol, e o domingo era o dia que ele prestava homenagem ao Sol. “Na primeira parte do quarto século, o imperador Constantino promulgou um decreto fazendo do domingo uma festividade pública em todo o Império Romano. O dia do Sol era venerado pelos seus súditos pagãos e honrado pelos cristãos, era política do imperador unir os interesses em conflito do paganismo e cristianismo. Com ele se empenharam para fazer isto os bispos de Igreja, os quais, inspirados pela ambição e sede do poder, perceberam que, se o mesmo dia fosse observado tanto por cristãos como pagãos, promoveria aceitação nominal do cristianismo pelos pagãos,e,assim adiantaria o poderio e glória da Igreja. Mas conquanto muitos cristãos tementes a Deus fossem gradualmente levados a considerar o domingo como possuindo certo grau de santidade, ainda mantinham o verdadeiro sábado como dia santo do Senhor, e obsevavam-no em obediência ao quarto mandamento”. O Grande Conflito pg 53.

Assim reza o decreto de Constantino - A lei promulgada a 7 de Março de 321 d.C relativa a um dia de descanso: “Que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer amiúde que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou do plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo Céu”. Código Justiniano,lib3, tit. 12, par. 2(3).

Antes do quarto século, nunca houve um único registro a respeito de ser o domingo o dia do Senhor. O texto bíblico é claro quando diz que “o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus”.... (Êxodo 20:10) e Jesus não efetuou tal mudança como muitos ensinam. Ao contrário, Jesus cumpriu a lei que Ele mesmo escreveu com seu próprio dedo nas tábuas de pedra no monte Sinai. Como poderia o próprio Deus mudar a própria lei tempos depois? Deus não se contradiz. Se Ele houvesse mudado a Sua lei, teria deixado de ser perfeito, e, deixando de ser perfeito teria deixado de ser Deus.

Continua no próximo artigo.

Margareth Bravo

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